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Mostrando postagens com o rótulo produtos

A Indústria é contra nós das antigas

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  Obsolescência planejada é uma prática da indústria que visa obrigar o consumidor a trocar dentro de certo prazo um produto que comprou. Significa forçar o sujeito a gastar nos estabelecimentos comerciais o mais frequente possível. Com isso a indústria garante seu lucro, o de seus parceiros de negócios e o emprego de várias pessoas, que são vistas mais como consumidores que fazem a roda girar continuamente do que como entes que precisam do emprego para arcar com o seu sustento e o dos seus. Focada nessa estratégia, a indústria verifica os hábitos dos consumidores que os ajudam a fazer perdurar os produtos que utilizam e busca sabotar esses hábitos. Ora tirando do mercado itens de refil (conteúdo descartável de alguns produtos, que pode ser substituído), que é o caso da maioria dos que veremos na lista abaixo, ora fazendo circular informação falsa ou questionável para desencorajar o costume – caso das pilhas, que o consumidor costumava colocar dentro do freezer da geladeira para re...

Do banho tcheco à ducha Corona

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Eram um pouquinho chatos aqueles dias em que dava as cinco da tarde e se tinha que colocar a água para ferver no fogão à lenha improvisado  quem não tinha ebolidor de fábrica ou não sabia improvisar um,  montar a bacia de alumínio no cômodo destinado a ser o banheiro,  temperar a água, porque água pelando ninguém merece, pegar a bucha vegetal ou a esponja, o sabonete Gessy,  Lifebuoy,  Phebo,  Lux de Luxo  Rexona ou Vale quanto pesa  para esfregar no corpo e depois jogar água com canequinho  para tirar a espuma do corpo. O famoso banho tcheco. Até que um dia apareceu... E os banhos passaram a ser cantarolantes debaixo do chuveiro. No livro "Os meninos da Rua Albatroz" o banho tcheco aparece na página 54: Clique para ampliar! O extinto, que não deixou quem registrasse sua história, sabonete York é mencionado duas vezes em banhos de bebês. E a ducha Corona - não precisa temer o nome - marca presença na página 102, que menciona o jingle bastante...

Bonitão da bala Chita

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 Dicionário dos anos 70. Ser bonitão nos anos 1970 todo homem queria ser, mas, bonitão da bala Chita nem pensar! A consagrada bala de sabores sortidos além do clássico ananás (o sabor abacaxi era o original do embrião da bala, o drops Chita, lançado em 1945, mas, não fez lá tanto sucesso) fez história na boca da criançada e também na embalagem que trazia um chimpanzé para expressar o nome Chita, a macaca do Tarzan vivido por Johnny Weissmulller, uma paixão do espanhol João Rucian Ruiz, que projetou máquinas para fazer as primeiras balas mastigáveis do Brasil. E aí, sim, macia a Chita  explodiu no mercado de guloseimas recreativas. E essa foto - ilustração a partir de uma foto - virou símbolo de gente que nem é lá tão grande coisa mas se acha "beleza pura" (outro bom termo para o nosso dicionário). Acompanhe a história da bala, que está de volta ao mercado já há algum tempo , hoje  fabricada pela Cory : https://www.propagandashistoricas.com.br/2014/09/historia-da-bala...

Roda o baleiro, seu Zé

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Uns pareciam um robô. Vê-los girar exibindo balas diversas e bolinhas de gude era um passatempo. A indústria alimentícia castigava a gente. Mas, não foi por causa dos doces e balas que haviam dentro dos potes do baleiro que quem das gerações que cultuaram o baleiro e que não mais está vivo morreu. Rs! Que ironia! Até a saudade disso matou mais! O baleiro aparece na página 251 do livro " Os meninos da Rua Albatroz ", capítulo 71, E a vida de colono continua, que discorre sobre o colonialismo por meio de doces, balas, brinquedos e outros produtos que sofreram as gerações que participaram do processo de industrialização do Brasil.

A colonização do brasileiro via Almanaque Disney

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Último vídeo baseado diretamente nas postagens iniciais da fan page Os meninos da Rua Albatroz. Uma homenagem à Disney e à revista Almanaque Disney, que presenteia o espectador com informações sobre o adestramento cultural do brasileiro em pró do imperialismo mundial, que reflete nos dias de hoje.

Comunicando agilmente com o Código Q

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Era um meio de comunicação necessário no começo o rádio portátil. Do esforço de guerra, que demandou presença de radiocomunicadores nos front de batalha na Segunda Guerra Mundial, partiu o interesse civil. Tão logo findou a guerra e pela engenhosidade do norte-americano Alfred Gross apareceu o Walkie-Talkie, aparelho que permitia caminhar falando. Os caminhoneiros foi a primeira classe de usuários a ver vantagem no uso. Leia a história no link:  https://planetacaminhao.com.br/conheca-a-historia-do-radio-px/ . Entretanto, os aparelhos demandavam carregamento de baterias frequente. De forma que qualquer esforço no sentido de economizar carga era bemvindo. Talvez por isso se fala nos PX ligando e desligando o microfone. Dessa necessidade de economia de carga apareceu uma linguagem que atalhava palavras e frases inteiras e tornava a comunicação mais rápida, o que interferia habilmente na economia pretendida. O nome da linguagem era Código Q. Falar em Q acabou virando um passatempo e as...

Travessuras de escola

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Acordei e fui pra escola. Né? E até que entrei bonitinho na sala de aula. Respondi a chamada, ganhei presente na caderneta... maior caxião... prestei atenção no quadro negro (que era verde) e braviamente fui até ele escrever as palavras do "ditado" que a professora ordenou. Taí a prova, ó, ninguém pode dizer que é montagem. Escrevendo com giz colorido e tudo... Na hora do recreio, os meninos no pátio da escola brincavam de Montinho. Mas, como eu era comportadinho e sabia que os bedéis acabavam com essa brincadeira rapidinho, preferi entrar no Ranca. E sem bola. Os caras arrumaram um frasco de desodorante Van Ess. É que essa brincadeira também é malquista pelos bedéis. Então, um dos meninos deu a ideia de brincarmos de Pegador de Bóia. Todo mundo fez o tinino e concordou. O mesmo cara levantou a palma da mão e gritou que quem colocasse o dedo embaixo por último ia ser o pegador. Aí é assim: o cara era o maior da turma. Levantou lá no altão a mão. Eu o mais baixinho. Cheguei em...